A necessidade de abordar o bullying homofóbico nas escolas

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia. É o ato de julgar e agredir verbalmente toda situação considerada como “fora dos padrões da normalidade”.

Há diferentes tipos de bullying dentro das escolas, como, por exemplo, o homofóbico. Isto não significa que a criança seja preconceituosa, porém ela repete o que visualiza e ouve nas atitudes adultas. Os atos que envolvem a prática do bullying são realizados de várias formas, podendo ter consequências graves ao longo da vida. Conforme a publicação “Respostas do Setor de Educação ao Bullying Homofóbico”, divulgado em 2012 pela Organização das Nações Unidas, o bullying homofóbico está fortemente relacionado com o índice de evasão escolar em diversos países.

A coordenadora de Diversidade Sexual da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Rio Grande Do Sul, Marina Reidel, explica que não é necessário que um professor seja homossexual para debater esse assunto. Para ela, que também é professora, basta que o docente seja sensível à causa, aberto ao mundo e que possua um respaldo do plano pedagógico da escola. Tendo em vista que o professor também é vítima de uma sociedade preconceituosa, segundo a coordenadora, ainda existem poucos trabalhos em relação à abordagem da diversidade.

Marina declara que esta questão acaba dificultando mais ainda o debate da sexualidade. Além disso, as escolas tem certa liberdade ao construírem seus planos de ensino e nem todas dispõem dessa política de respeito aos gêneros. De acordo com a coordenadora, o mais comum é a abordagem do assunto somente quando existe uma situação de homofobia já estabelecida nesses meios. “A preocupação em torno disso aumenta quando pensamos que o ódio está presente em manifestações de preconceito, causando, ás vezes, até mortes. Mas há a esperança de que no futuro o preconceito, em suas diversas formas, seja menor devido aos jovens de hoje serem mais abertos e tolerantes”, reflete a coordenadora.

A orientação de Marina a respeito da prática do bullying homofóbico é a de que pais ou vítimas sempre denunciem os atos e cobrem junto à escola medidas de solução. Ela conta que também sofreu preconceito durante a infância e adolescência e que soube se empoderar dos seus sonhos pessoais e profissionais para realizá-los.

Lembrando que a educação domiciliar também pode diminuir o preconceito, não ensine discriminação, ensine igualdade. Não demonstre preconceito, demonstre o amor.

Texto: Lily Pazzini
Edição: Carla Zanett

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