Sofrência da separação parcial

Ao refletir a respeito do retorno ao mercado de trabalho, não pensamos apenas na saudade que sentiremos do filho, nem nas condições de higiene da creche, e quem nos dera, se pensássemos apenas nas trocas de fralda quando necessário…
…Pensamos também a respeito das refeições – se o preparo é no dia de consumo, se os ingredientes são todos naturais e fresquinhos, e é claro, pensamos também nas vitaminas, nas brigas com amiguinhos…

E não…

…Não é exagero nem super proteção. É amor, é obrigação de quem pôs um ser humano no mundo, querer o melhor pra ele e proporcionar uma vida tranquila e feliz!
Sendo assim, confessamos os nossos anseios diante dessa situação:
Será que na creche alguém cantará: “Sara, sara, dodóizinho sara” quando ele cair para que não chore, e um beijinho onde bateu pra curar a ferida?
Será que na hora da refeição lavarão as mãozinhas dele, e imediatamente após a refeição, escovarão seus dentinhos?
Cantarão para ele dormir e darão bom dia ou boa tarde cordial quando ele acordar?
Pedirão licença a ele pra passar e agradecerão quando ele alcançar o brinquedo solicitado? (Sim! Porque é ouvindo isso que ele aprenderá a dizer também).
E será possível, para uma profissional que tem sob seus cuidados diversas outras crianças, controlar a temperatura dele para colocar ou retirar o agasalho?
E, meu Deus, com os raios do sol, que cada dia se tornam mais agressivos à pele, passarão nele protetor solar antes da exposição?
E a água do banho estará na temperatura adequada?
Falando em água, será ofertada a ele a quantidade necessária para mantê-lo hidratado?
E ao chorar ele será consolado ou escutará um “xiiiiiiuuu” ?
Ele será incentivado a consumir frutas e estas serão bem lavadas?
Ele ganhará amor? Ele aprenderá a dar amor como ensinamos em casa? Ele aprenderá a igualdade ou a prática de bulling?
Ele aprenderá palavras doces ou a pronúncia de palavrões?
Todas essas dúvidas assombram mães apaixonadas por seus filhos, que queriam acreditar que todos os profissionais da educação praticam EDUCAÇÃO. E ter a certeza que estes, ao olhar seu filho, sentirão amor e ternura, sem pensarem apenas no salário ou no acúmulo de tarefas.
Sabemos que existem ótimos profissionais, mas também sabemos, que nem sempre, esses possuem condições boas e agradáveis de trabalho. Que, infelizmente, isso pode refletir nos seus desempenhos, prejudicando o cuidado de seres inocentes e incapazes de compreender a estupidez e o mau-humor.
Então, essa fase da separação parcial é sofrida sim. E impossível ser diferente. São muitas dúvidas e apertos para o coração dessas mulheres, programadas para amar e proteger, que se chamam MÃES!!!

Liliane Pazzini.

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