Urbanizzar valoriza pautas ligadas aos direitos humanos

Projeto de jornalismo comunitário é desenvolvido por acadêmicos

A necessidade de debater a diversidade, questões de gênero e direitos humanos foi a motivação de dois estudantes do curso de Comunicação Social da Ulbra para criar uma página de Jornalismo Comunitário. O Urbanizzar é um coletivo independente criado em 2014. Thiago Lopes, idealizador do grupo, percebeu que precisava dar voz às comunidades, às organizações que desenvolvem projetos sociais, e visibilidade à cultura local e popular: “O hip hop, por exemplo, sofre até hoje certo preconceito. Entre tantos trabalhos, produzimos um documentário sobre as batalhas de rima que acontecem em Porto Alegre”, explica o acadêmico.

No início, o projeto foi orientado pela coordenadora adjunta do curso de Jornalismo, Gabriela Almeida. “Alguns alunos me procuraram para falar sobre a proposta do Urbanizzar e pedir orientação em relação à linha editorial e ao processo de produção dos conteúdos. Dessa conversa surgiu um convite para que eu ajudasse na condução do projeto”, relata a docente, que auxilia os acadêmicos na produção audiovisual.

Hoje, o projeto conta com a colaboração de dez voluntários. Entre eles, estudantes de Jornalismo e Publicidade, além de jornalistas profissionais. O número de seguidores e curtidas na página do Facebook aumentou gradativamente, tendo alcançado mais aderência aos conteúdos no último ano.

Além dos conteúdos disponíveis no Facebook, o grupo realiza palestras, rodas de debate e mostras de documentários em escolas públicas. O filme Entre Frases e Várias Etapas: o Flow das Ruas, foi produzido pelos alunos Thiago Lopes e Carla Zanett, sob orientação da professora Gabriela. O documentário teve mais de 1.400 visualizações no YouTube e está na 15ª exibição. Cerca de 500 espectadores já assistiram ao filme, que foi apresentado em festivais.

Para Lopes, o Urbanizzar seguirá a proposta de fazer jornalismo alternativo e comunitário. “Representar a diversidade com transparência, respeito, debatendo direitos com a comunidade é a nossa cara. É também nosso dever, enquanto comunicadores, plantar, colher e Urbanizzar o mundo”, destacou.

Para Gabriela Almeida, é muito pertinente um projeto voltado à produção de conteúdo que valoriza pautas ligadas aos direitos humanos e à diversidade. “É um projeto que pode abrir muitas portas de atuação profissional aos alunos envolvidos, especialmente se eles conseguirem transformá-lo num projeto financeiramente viável”, destacou a professora.

No dia 11 de abril, o grupo palestrou para os alunos do Programa de Cidadania e Talento do CIEE-RS, sobre jornalismo alternativo e comunitário.

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